Thor - O novo lançamento da Marvel Studios para o cinema está em cartaz desde o dia 29/4. A história conta a história do Deus Nórdico Thor, que ao começar uma guerra contra os gigantes de gelo é exilado de sua "casa", Asgard, e chega no planeta terra onde tem que se redescobrir e deixar de ser a pessoa arrogante e orgulhosa que é até então.O filme em si não deixa tanto a desejar. A parte gráfica do filme é extremamente bem resolvida. Asgard é maravilhosa. A cidade celeste é impressionante e, assim como todos os figurinos (dos Deuses), é riquíssima em detalhes. Mas o cenário divino fica cada vez melhor quando entoado pela bela e versátil trilha sonora de Patrcik Doyle. O compositor e o diretor souberam casar perfeitamente os diversos momentos e sentimentos do filme. Desde os atos heróicos até os momentos mais sentimentais a mensagem musical e visual é muito bem transmitida.
Na parte "terrena" do filme, feita numa cidade cenográfica no meio do deserto, Conhecemos Thor e quem realmente ele é. As diversas mudanças que se espera que ocorram com o personagem porém, são rápidas demais e quase imperceptíveis a curto prazo.
O filme resolve, relativamente bem, uma questão que há tempos se discute nos filmes da Marvel, o tal do Misticismo do universo fantástico criado pela empresa. Ao longo do filme o espectador consegue perceber que esse universo será inserto progressivamente no filme e nos próximos filmes que estão sendo questionados como o "doutor Estranho". É dada uma explicação no filme pelo próprio Thor sobre como o universo funcionaria.
Na trama são feitas diversas referências aos vingadores e, inclusive, um deles (além do Thor) aparece em um momento.
O problema do filme, na verdade, se encontra em alguns pontos. Ficou feio pro diretor ter tentado dar ao Deus um ar de Tony Stark (arrogante, orgulhoso e engraçado mesmo assim). A atuação de Natalie Portman deixa a desejar, o que é impressionante e em alguns momentos o ator Chris Hemsworth que vive o Deus Nórdico peca em alguns momentos.
O que vale a pena observar é o personagem Loki. O ator se resolve muito bem ao interpretar o homem introspectivo e imaturo, mentiroso e até mesmo sedutor que evolui demais ao longo da trama. O veterano Anthony Hopkins ao interpretar "o pai de todos" dá ao personagem uma impressionante seriedade apesar de aparecer muito pouco em ação.
O filme rende boas risadas além de impressionantes cenas de ação! O dinheiro gasto não é perdido!
Classificação: 3,5 Lauros